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                   Estamos voltando ao passado para dar “o primeiro passo rumo ao futuro – a REINVENÇÃO ERVATEIRA”.

                  Qual a razão desta afirmativa: na verdade seria como começar a casa pelo telhado. Ou seja, reproduzimos nossas erveiras por sementes (método sexuado – cruzamento entre uma planta macho e uma fêmea, que é o caso da erva-mate) em viveiros estabelecidos nas diversas regiões produtoras.

Muitos já sabem que:

– 1º) não há estudos  identificando as diversas variedades de plantas de erva-mate que temos nos estados produtores, com exceção da “varietal” Progenie Cambona 4 de Machadinho-RS e Caa-ari de Chapecó-SC. Por incrível que pareça, ainda não temos estudos científicos que identifiquem as variedades da nossa Ilex paraguariensis!;

– 2º) contudo, ainda não temos nem a metodologia de como identifica-las, caso algum pesquisador quiser fazer, pois os “descritores da erva-mate” ainda não foram definidos e regulamentados pelo MAPA;

– 3º) também, não temos as árvores matrizes identificadas, catalogadas, registradas e georreferenciadas. Portanto, não temos registradas nossas árvores porta sementes no RENASEM – Registro Nacional de Sementes e Mudas do MAPA – Ministério da Agricultura;

– 4º) a grande maioria dos viveiros de erva-mate (99,90%) não tem responsável técnico, nem registro nos órgãos competentes – RENASEM/MAPA, DEBIO/SEMA, SEAPI e CREA;

– 5º) a grande maioria das mudas de erva-mate produzidas e comercializadas não tem a procedência identificada das sementes, ou seja, não se sabe quem são as arvores matrizes, muito menos as árvores macho e fêmea que geraram esta semente. Portanto, duvidosa;

– 6º) e quando se fala na forma de produção, na maioria dos viveiros o método é ultrapassado e de baixa qualidade, pois mais de 50% das mudas produzidas já saem dos viveiros, com sistema radicular enovelado e cachimbado, e muitos vezes atacadas por fungos (pinta preta, podridão de raiz, etc.) e pragas (ampola);

– 7º) há um vai e vem de sementes e mudas do RS para SC e PR, e vice-versa. Isto é péssimo em termos genéticos, pois as regiões produtoras acabam perdendo sua identidade genética, que a natureza levou milhares de anos para que as plantas se adaptassem as condições de clima e solo, o que dá o sabor característico e a composição química a cada local ou região;

A quase três anos passados o IBRAMATE celebrou Convênio de Cooperação com a UFSM – Universidade Federal de Santa Maria. E através do Prof. Enio Giotto e sua equipe do Departamento de Engenharia Rural desenvolveu um aplicativo denominado C7 ILEX, que possibilita através do celular smarthfone ou android ir a campo e fazer o registro, identificação, catalogação e georreferenciamento das árvores superiores de erva-mate. Além, de propiciar o cadastramento das propriedades com erva-mate do Estado, das Ervateiras, Viveiros e empresas fabricantes de maquinas e equipamentos para o complexo ervateiro.

Passados mais de um ano, devidos aos tramites na SEAPI/FUNDOMATE, e da oficialização do CADASTRO ERVATEIRO DO RS por parte do Governo Estadual, chegamos ao tão esperado treinamento para habilitar os técnicos, ervateiros, viveiristas e produtores a operacionalizar o aplicativo.

Ufa, é o “primeiro passo para a reengenharia ervateira”. Começar a casa pelo alicerce!

                 Daqui para frente, vamos poder ver nossas “esmeraldas verdes”!

 

Ilópolis, 02 de Outubro de 2016.

Eng°. Florestal Roberto M. Ferron – Diretor Executivo do IBRAMATE